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Agora em Pichai admite que Google está ‘um pouco atrás’ em programação agêntica

Inteligência Artificial · 24 de maio de 2026

Pichai admite que Google está 'um pouco atrás' em programação agêntica

Em entrevista ao podcast Hard Fork, dias após o Google I/O, Pichai foi mais direto sobre a posição competitiva do Google do que o discurso oficial do evento.

Resumo

  • "Sundar Pichai disse que o Google está 'um pouco atrás' na fronteira do coding agêntico.
Há uma diferença em relação à fronteira onde outros estão, mas estamos trabalhando nisso e temos plena consciência disso.

Atualização: 24 de maio de 2026

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O reconhecimento de Pichai

Em entrevista ao podcast Hard Fork do New York Times, realizada dias após a conferência Google I/O, o CEO Sundar Pichai adotou um tom mais candido do que o discurso oficial do evento. Ele reconheceu que o Google está "um pouco atrás" da fronteira em programação agêntica, uso de ferramentas, seguimento de instruções e tarefas de longo horizonte.

Pichai foi específico sobre onde o Google é forte: texto, multimodalidade, voz, áudio e raciocínio. Mas no coding agêntico, a empresa ainda não acompanha os concorrentes, especialmente em tarefas que exigem trabalho em bases de código complexas ao longo do tempo.

A lacuna em dados de desenvolvimento

O CEO apontou um problema estrutural: o Google não tinha uma superfície de produto voltada a desenvolvedores que gerasse o mesmo volume de dados de interação que os concorrentes acumularam. Ele citou a relação da Anthropic com o Cursor como exemplo de vantagem competitiva por parte dos adversários.

Esse cenário está mudando. No Google I/O, a empresa anunciou o Antigravity 2.0 como aplicação desktop autônoma para fluxos de trabalho de programação baseados em agentes. Pichai afirmou que o uso interno na empresa está dobrando semana a semana.

Gemini 3.5 Flash e os limites de uso

A entrevista aconteceu um dia após o lançamento do Gemini 3.5 Flash como modelo padrão do AI Mode globalmente. Pichai reconheceu as reclamações iniciais sobre preços, qualidade do modelo e restrições de uso. Segundo ele, os limites foram apertados no lançamento para evitar instabilidades e seriam revistos em breve. Sobre regressões de qualidade em alguns usos, afirmou que problemas pontuais poderiam ser corrigidos via pós-treinamento rapidamente.

O que isso significa para o ecossistema

As declarações de Pichai expõem uma dinâmica de retroalimentação: produtos de coding usados diariamente por desenvolvedores geram dados que melhoram os modelos seguintes. Ao reconhecer que o Google ficou sem essa superfície de produto por um período, o CEO sinalizou que a corrida agêntica não é apenas sobre capacidade de modelo, mas sobre onde esses modelos são colocados para trabalhar.