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Agora em INP – O que é a nova métrica do Google destacada por John Muller

INP – O que é a nova métrica do Google destacada por John Muller

INP é uma das novas métricas de SEO associadas a UX. Mas você sabe como medi-la e o que o redator tem a ver com isso? Descubra!

Na última I/O – conferência anual de devs promovida pelo Google em São Francisco – foi destacada a INP: uma nova métrica de interatividade e experiência de usuário capaz de influenciar a indexação de sites.

Com mais essa métrica, redatores vão precisar afinar suas habilidades de copywrite e analistas de SEO técnico precisarão de novas ferramentas de auditoria em seus sites – sobretudo se falamos de e-commerces. Por isso, vamos entender melhor o que é o INP.

O que é INP – Interactivity to Next Paint

O INP – Interactivity to Next Paint – é uma métrica que mede a latência global de uma página responsiva. Ela ocorre medindo o tempo mais longo de uma interação que um usuário tem com uma página.

Páginas que possuam menos de 50 interações serão “niveladas por baixo”, isto é, terão como parâmetro o maior período de latência identificado. Páginas com mais do que 50 interações contabilizarão o tempo médio dos 98% piores tempos de latência.

O que é a interatividade medida pela INP

Quando falamos de interatividade podemos nos referir a diversos mecanismos diferentes. Eu, como gosto de mexer no mercado de ações, vira e mexe uso uma calculadora de taxa anual para mensal. Mas existem outras respostas muito comuns:

  • Áudios narrando reportagens em matérias
  • Dashboards interativos inseridos em sites
  • Carrosséis de imagens de produtos
  • Calculadores de frete de e-commerce

E você consegue imaginar alguns outros. A interatividade será isso: os cliques ou comando apresentados a um site e o resultado apresentado na sequência.

A interação pode ser de diversas formas: passar uma imagem para o lado em um card de produto, atualizar o frete para o seu CEP, preencher um campo em uma calculadora ou acionar um dado virtual de RPG (tenho esse hábito).

O que é a latência medida pela INP?

A latência é o tempo entre a primeira interação e o output dessa interação. Assim, se eu passo uma imagem para o lado e outra aparece. Eu atualizo os dados de CEP e fico no aguardo do novo frete para meu produto.

Do start do evento até a apresentação do resultado final, o crawler do Google irá contabilizar os milissegundos e te colocar dentro da seguinte escala:

Tabela de desempenho da INP: até 200 milissegundos é considerado "bom", entre 200 e 500 milissegundos "precisa melhorar", e além de 500 milissegundos está "pobre"
Créditos: Jeremy Wagner, Web.dev

Vamos desenhar exatamente o processo: o usuário tem um comportamento, que pode ou não estar bloqueado por alguma tarefa – como um pop-up, um carregamento lento de página ou a necessidade de rolar para baixo. Uma vez que a ação é performada, temos o gesto em si: levar o mouse até o objeto, clicar nele, pressionar o botão. Enfim, temos o tempo de processamento e delay até ele ser renderizado na tela do usuário. Esse modelo pode ajudar.

Passo a passo descrito acima e exibido graficamente - o tempo é contabilizado do começo até a renderização da feature na tela do usuário.
Redesenho de gráfico do Jeremy Wagner, mesma página acima

INP no Core Update de Maio

Nós tivemos uma menção ao INP como um dos novos critérios de usabilidade do usuário nas análises do SEJ, em um post sobre o Core Update de Maio. Neles, o termo aparece como “Interaction to Next Page”, mas eu suspeito que isso seja um erro de ortografia.

(O “next page” e “next paint” são muito próximos em termos).

O que solucionou o problema para mim foi visitar o perfil do Twitter do John Mueller. Recomendo. Mueller, além das boas piadas, retweta conteúdo de qualidade de outros usuários interessados em SEO. E dentre as suas publicações, eu achei esse tweet da Annie Sullivan.

https://platform.twitter.com/widgets.js

Nele, Annie indica um estudo e apresentação que ela fez para indicar porque essa mudança foi implementada, como ela ocorreu e porque ela é melhor do que seu antecessor, o FID.

O estudo dela segue aqui, com várias técnicas de teste e análise da INP. Pode anotar e implementar na sua rotina. (Dica: pula pro slide 34. Até lá, é uma explicação mais detalhada e pormenorizada do que eu acabei de falar).

Como os redatores podem pensar a INP?

Para nós, redatores SEO, isso parece mais um papo para dev ver. Mas não é. Isso indica que há um aumento da posição política de diretores do Google em tentar metrificar a experiência e interação com a página. Como nós podemos tirar vantagem disso?

Primeiro: crie textos explicativos

Vamos lá, copywriter: as instruções são bem importantes. Pode-se dizer que aqui estou falando com UX Writters, mas estamos todos no mesmo barco: querendo provar que escrever é, sim, trabalho. Então foco nos textos explicativos, sobretudo para textos alternativos de features interativas.

Esses textos explicativos podem vir em sequências de verbos no imperativo e reforçando o output esperado com a interação.

Segundo: faça testes

Na minha experiência eu já vi pessoas comuns “hackeando” os marketplaces mais seguros do mercado. E coloco “hackeando” entre aspas, pois não houve violação da segurança digital. O que eles faziam era usar a ferramenta de um jeito que não esperávamos.

Você nunca sabe como a pessoa vai usar aquilo. Nunca. Aceite isso, e se aproveite para rodar alguns testes no Figma e verificar como essas interações acontecem e, sobretudo, porque. A partir disso, pense em textos explicativos que ajudem dúvidas específicas.

Terceiro: suscite a interação

Como vimos, o aumento no número de interações é positivo para um aumento na INP. Esse aumento pode ser alcançado com CTA’s bem posicionados no texto e que instiguem à participação. As pessoas querem participar mais do que você pensa.

Procure verbos de um campo semântico intermediário entre o publicitário mais raiz (aqueles “compre agora” ou “não perca essa oportunidade”) e o participativo mais apelativo (“queremos a sua opinião” e “dê seu feedback!”).

Resumo: Atenção à INP

Que o Google está sofisticando suas métricas de experiência do usuário, a gente já sabe faz tempo. Como ele está fazendo isso, e como diferentes cargos dentro do universo de SEO podem contribuir para o melhor desempenho dos sites nesse sentido.

Analistas técnicos: acrescentem esse tópico nas intermináveis listas de coisas a verificar nas auditorias SEO. Redatores SEO: busquem formas de instigar a participação nos sites. E vamos que vamos.