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O que é SEO On-page: otimizando a sua propriedade digital

SEO On-page é a divisão de atividades do profissional de SEO com foco em alterações na página – algo que vai da inserção do código à gestão do conteúdo, dos metadados ao Core Web Vitals que esteja ao seu alcance. E, é claro, se diferenciando do SEO Off-page. Nesse artigo vamos esclarecer suas dúvidas sobre o On-page, quais as atribuições dentro desse escopo e como desenvolver melhor cada uma delas no seu projeto.

Introdução

A quem esse conteúdo interessa


Gestores de Marketing

Os gestores de marketing que aderem ao SEM devem manter em mente as atribuições possíveis para desenvolver melhor os profissionais sob sua gestão

Analistas de SEO On-page

Conferir as ferramentas e uma visão holística da profissão pode te ajudar a se posicionar melhor no mercado do que como um preenchedor de checklists

Empresários visando uma agência de SEO

Gestores que estejam buscando contratar uma agência de SEO devem ter em mente quais as atribuições que podem ser esperadas e o que costuma ser feito dentro de casa.

Como ler esse material

O artigo discute o SEO On-page de forma abrangente, destacando sua importância além de simples checklists. Inicialmente, o texto diferencia o SEO On-page do Off-page e apresenta outros pilares do SEO, como a produção de conteúdo e o SEO técnico. Em seguida, explora o escopo do SEO On-page, abordando Core Web Vitals, conteúdo e arquitetura. Posteriormente, menciona o checklist tradicional e argumenta que apenas segui-lo não é suficiente para um trabalho eficiente. Por fim, o artigo apresenta ferramentas úteis para o SEO On-page, como Lighthouse, plugins de SEO, Schema e as abordagens CSS e Elementor, discutindo suas vantagens e desvantagens.

O que é SEO On-page

A definição corrente no mercado e na maioria dos portais de marketing é que o SEO On-page vai acabar sendo resumido a uma lista de elementos – as famosas checklists de SEO – que, ao serem conferidas e marcadas corretamente vão te entregar uma das primeiras posições. Nada mais longe da realidade.

O SEO On-page é o eixo de uma visão holística para a otimização para mecanismos de busca focada no que está ao alcance do analista de SEM (Search Engine Marketing): o código do site. E é esse o escopo do SEO On-page – o que é muito confundido com preencher campos em um plugin.

Como se diferencia do off-page

Outra maneira de pensar o SEO On-page é através do seu oposto: o off-page. Esta outra estratégia, também resumida ao link building na grande maioria dos casos, aponta a diferença entre o que está ao alcance da equipe da empresa – editar o código de um site – e o que ela se esforça para alcançar, mas não tem controle direto – isto é, os links que recebe de outros.

Desde que a importância dos links ficou tangível com as métricas de DA e PA, buscar uma construção de reputação baseada em links demandou cada vez mais esforço de agências que foram se especializando nisso, tornando-se “assessorias de links” na rede. Em contraposição ao movimento, os profissionais de SEO de casa focaram suas energias no on-page.

Outros pilares do SEO

No entanto, não existe só on e off-page quando falamos de SEO. A organização padrão de um time de SEO hoje consiste em pelo menos quatro atividades-raiz:

  • SEO On-page
  • SEO Off-page (ou link building)
  • Conteudista
  • SEO Técnico

Consideramos, nesse modelo genérico de organização, que a análise de dados cabe mais ao profissional que trabalha com o On-page e/ou o analista técnico, que convenciona-se ter algum grau de especialização em desenvolvimento front-end. Com esses quatro pilares, uma equipe consegue avançar nas principais abordagens para um bom marketing para mecanismos de busca.

Qual o escopo do SEO On-page

Mas se as definições que costumamos encontrar na rede são simplórias, como definir a atividade do SEO On-page? Quais os escopos? Resolvemos delimitar três eixos que vão explicar melhor tudo que esse analista deve olhar, para garantir que a sua habilidade seja explorada da melhor forma possível.

Core Web Vitals

A primeira frente de atuação do SEO On-Page, embora normalmente relegada ao analista técnico, são os Core Web Vitals. Essa frente deve ser tanto de atenção do analista On-page quanto do analista técnico, pois ambas as habilidades serão necessárias.

Compreendendo os indicadores LCP, FID e CLS, os Core Web Vitals (CWV) são fatores diretamente acessíveis ao analista On-page, pois se localizam, na quase totalidade dos casos, na margem de manobra de um analista. Serão códigos CSS que precisarão ser revistos, elementos a serem otimizados e experiências do usuário para se analisar.

Colocamos os CWV em foco, pois normalmente sua atribuição acaba sendo apontada como apenas “garantir que a imagem esteja leve”. Isso não é o suficiente, nem capacita o analista a pensar criticamente. Por que a imagem deve ser leve? Pelos Core Web Vitals.

Conteúdo

Normalmente a pessoa responsável por subir os textos na plataforma será o analista de SEO On-page. Aqui será importante não só analisar o conteúdo e a adesão à intenção de busca como garantir que os metadados corretos marcam os trechos do texto. Negrito, como já dissemos, não é recurso só de estilo. E, aqui, o analista on-page vai aplicar o melhor código.

Além disso, ele também fará o link building interno, garantindo que os conteúdos estejam relacionados entre si e com a jornada de consumo imaginada para a persona. Esse ponto entra na seara da arquitetura, mas influencia também o conteúdo e pode direcionar quais palavras serão foco no texto publicado.

Títulos, metadescrições e afins, que sempre aparecem nas checklists da área, estão sob o guarda-chuva desse olhar holístico do conteúdo.

Arquitetura

Não basta ser, é preciso aparecer. E é aqui que a preocupação com a arquitetura entra. Essa preocupação irá inserir e entender como funcionam os metadados do site, aprofundar as hierarquias de links internos do site, estruturar menus e sugerir schemas apropriados e os dados a serem inseridos nesses schemas. Não é pouca coisa.

A arquitetura vai contar a história do site e de seu conteúdo para o Google e para qualquer buscador que tenha uma busca baseada em metadados (praticamente qualquer mecanismo que se preze). Como são diversos elementos entrelaçados, isso pede uma atenção dedicada do analista SEO On-page.

O checklist tradicional:

Falamos até agora várias vezes do “checklist tradicional”, essa lista que percorre toda página que tenha “SEO On-page” como seu H1. O checklist tradicional é uma lista de elementos – dois a mais, dois a menos – que precisam receber atenção para você completar uma auditoria de SEO On-page. Segue cada um deles abaixo.

Title

É o primeiro argumento, e se você, como eu, usa o WordPress, ele será quase sempre igual ao H1 – deve conter sua palavra-chave na extrema-esquerda, de preferência na forma de uma pergunta.

Metadescription

Logo na sequência, e se você usa plugins como Yoast e Rank Math, será o campo que precisa ser preenchido com um “resumo” da página. Aqui se encontram grandes confusões, com a adesão de CTA’s, resumos no lugar de descrições e ideias de keyword stuffing.

Imagens/vídeos

Outro argumento que pedem para olhar é o peso de imagens e vídeos, sua posição na página, o tipo de arquivo e a metadescrição desses objetos. O problema da sua presença num checklist é que ignora o motivo desses objetos serem importantes, o que tira muita margem de manobra para o profissional.

Headings

A ordem e variedade dos argumentos headings (H1, H2, H3…) é normalmente destacada. A ideia é que haja um profissional para verificar se a ordem desses metaargumentos seja congruente com a de uma lista ordenada.

Aqui nos referimos exclusivamente aos links internos. Sua alocação em palavras-chave de peso, apontando para páginas de alto potencial de conversão e tráfego.

Divulgação

A divulgação aparece bem raramente, e é o único ponto que eu aplaudo os esforços de alguns poucos blogs realmente dedicados à qualidade. Se preocupar com o que será divulgado e por que meios deveria ser o foco de um analista SEO On-page com uma visão holística.

Só isso não é o bastante

Mas, como canso de falar, o SEO On-page não é só isso. Um checklist permite que o trabalho seja feito por um não profissional e pode permitir que um analista consiga o primeiro cargo como estagiário ou como júnior, mas não permite ir muito longe.

É no movimento de entender o que é avaliado por um crawler e como ele funciona, seus princípios e a matemática de um mecanismo de busca que chegamos a uma visão realmente profissional – e evitamos ser substituídos por listas ou ferramentas como o ChatGPT.

Ferramentas do SEO On-page

Não dá para falar de SEO sem mencionar as ferramentas que norteiam o trabalho dos profissionais da área. Para isso, destaque as de teste de usabilidade, plugins, inserção de metadados e de estilização de páginas.

Testes de usabilidade: Lighthouse

O Google Lighthouse é uma ferramenta automatizada de código aberto cujo objetivo é melhorar a qualidade dos aplicativos da web. Ele pode ser executado tanto como extensão do Google Chrome ou via linha de comando (NodeJS). Essa ferramenta atua como um inspetor de URLs e realiza uma auditoria automática, disponibilizando métricas e recomendações para melhorias na página.

Para utilizá-la, basta inserir a URL no campo de pesquisa, e a ferramenta fará uma auditoria automática. Se estiver utilizando o Google Chrome, você pode acessar o Lighthouse apertando a tecla F12.

O Lighthouse é importante para o Analista SEO On-page, pois ele executa uma série de testes em um site, identificando problemas comuns relacionados a desempenho, acessibilidade, SEO e várias outras categorias. Ao oferecer uma nota para o site e apontar possíveis problemas e correções necessárias, o Lighthouse ajuda a melhorar a experiência do usuário e aumentar a visibilidade do site nos mecanismos de busca.

Plugins de SEO: Rank Math e Yoast

Rank Math e Yoast são plugins de SEO para WordPress que ajudam os usuários a otimizar seus sites para obter melhor visibilidade nos mecanismos de busca. O Rank Math foi criado em 2018 e ganhou popularidade rapidamente devido às suas funcionalidades avançadas. Já o Yoast SEO é um plugin mais antigo e consolidado, ativo em mais de 5 milhões de sites.

Ambos os plugins oferecem funcionalidades para otimização automática de SEO, como a avaliação do conteúdo dos posts e páginas, gerando recomendações para melhorias. O Rank Math possui uma área analítica onde os usuários podem acompanhar suas palavras-chave, além de outras funcionalidades, como auditorias de SEO com apenas um clique.

Apesar de serem ferramentas úteis e facilitarem o trabalho do Analista SEO, é importante destacar que, ao tornar tudo muito automatizado, esses plugins podem enviesar o trabalho do profissional. A automação, por um lado, pode melhorar a eficiência e garantir que as práticas recomendadas sejam seguidas. No entanto, o trabalho do Analista SEO também requer uma análise mais aprofundada e personalizada, considerando as particularidades de cada site e seu público-alvo.

Schema: manual ou automatizado

A implementação de código Schema em um site pode ser feita de duas maneiras: através de plugins ou manualmente. A utilização de plugins é uma forma conveniente e rápida de adicionar Schema ao seu site, especialmente para usuários com conhecimentos limitados em programação. No entanto, a implementação manual tem algumas vantagens que podem ser vitais para o trabalho de um analista de SEO on-page.

A implementação manual do código Schema permite um maior controle e personalização dos dados estruturados no site. Essa abordagem proporciona ao analista de SEO on-page a capacidade de adaptar o código às necessidades específicas do site e otimizar a apresentação das informações nos mecanismos de busca. Além disso, a implementação manual pode ajudar a evitar possíveis conflitos entre plugins e outras funcionalidades do site.

Outra vantagem da implementação manual é que ela permite ao analista de SEO on-page estar mais envolvido no processo, o que pode ser benéfico para a otimização do site a longo prazo. Ao trabalhar diretamente com o código, o analista pode obter uma compreensão mais profunda da estrutura do site e identificar áreas de melhoria que talvez não sejam abordadas pelos plugins.

Design: CSS ou Elementor

CSS e Elementor são duas abordagens diferentes para editar visualmente um site. CSS (Cascading Style Sheets) é uma linguagem de estilo utilizada para descrever a aparência e formatação de um documento HTML. Por outro lado, Elementor é um construtor de páginas para WordPress que permite criar e personalizar layouts de página usando uma interface de arrastar e soltar.

Uma desvantagem do Elementor é que ele é tremendamente prejudicial para os Core Web Vitals (CWV). Como o Elementor adiciona código adicional e recursos para facilitar a personalização visual, isso resulta em um aumento no tempo de carregamento da página e em outros problemas de desempenho.

Por outro lado, o CSS permite um maior controle sobre a estilização do site e, quando usado corretamente, pode melhorar significativamente os CWV. Desenvolver habilidades em CSS é uma das melhores coisas que um analista de SEO on-page pode fazer, pois permite otimizar o design e o desempenho do site, contribuindo para uma melhor experiência do usuário e melhor classificação nos mecanismos de busca.

Embora o Elementor possa ser uma ferramenta conveniente para editar visualmente um site sem a necessidade de conhecimento em codificação, um analista de SEO on-page deve considerar a importância dos CWV e investir no desenvolvimento de habilidades em CSS para otimizar o site de maneira mais eficiente.

SEO On-page é mais do que um checklist

Em resumo, o SEO On-page vai além das checklists tradicionais, oferecendo uma visão holística da otimização para mecanismos de busca. Para alcançar resultados consistentes e duradouros, é fundamental que os profissionais de SEO desenvolvam habilidades em áreas como Core Web Vitals, conteúdo, arquitetura, além de dominar ferramentas e técnicas específicas.

Embora o uso de plugins e ferramentas automatizadas possa ser útil e conveniente, é essencial que os analistas de SEO On-page se aprofundem em sua compreensão dos mecanismos de busca e suas práticas recomendadas. Isso inclui aprender a otimizar a experiência do usuário, trabalhar diretamente com código (como CSS e Schema), e entender como cada elemento do site contribui para a sua visibilidade e sucesso nos mecanismos de busca.

Portanto, o SEO On-page é um campo complexo e em constante evolução que exige dedicação, aprendizado contínuo e uma abordagem personalizada para cada projeto. Ao abraçar essa mentalidade, os profissionais de SEO estarão mais bem preparados para enfrentar os desafios do cenário digital atual e garantir o sucesso de suas estratégias de otimização.