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Sitemap: desvendando a ferramenta

Sitemaps: a palavra pode assustar quem não entende do que se trata. O coitado já foi dispensado por SEOs como de pouca importância, já foi elogiado por sua capacidade de fazer descobrir ouro e é uma mina de informação para que analistas SEO possam explorar a concorrência. E assim como não há mistério em criar um, nesse artigo você descobre que não tem muito mistério em caçar o dos seus concorrentes. Confira!

A quem esse conteúdo serve


Analistas técnicos

Se você está entrando no universo da análise técnica de SEO, o Sitemap vai ter que fazer parte do seu radar

Dependentes do Yoast

Vale também para quem depende de outras plataformas geradoras de Sitemaps. Aprenda como eles funcionam e como conferir esses

Orientações

Consuma com moderação. Esse conteúdo começa situando de maneira mais ampla e leiga o que é um sitemap, antes de entrar nas particularidades técnicas de sua linguagem. Nada confuso, mas pega um café para acompanhar.

Depois eu dou algumas instruções de como fazer um bom sitemap. Desde manualmente até alguns programas, com minha opinião ao lado.

No final eu traço alguns paralelos, se você chegou da área de conteúdo e ainda sente que isso não é para você. Relaxa, é sim.

O que é um sitemap e como ele funciona?

Um sitemap é basicamente um mapa do seu site. Ele funciona como um guia para os motores de busca, como o Google, entenderem a estrutura do seu site e indexarem suas páginas mais eficientemente. Quando bem construído, ele facilita o rastreamento do seu site pelos robôs dos motores de busca e, consequentemente, melhora a visibilidade do seu conteúdo.

Pense nele como se fosse um índice de um livro. Quando você está lendo um livro e quer encontrar um assunto específico, você consulta o índice, certo? Da mesma forma, um sitemap ajuda os motores de busca a encontrar as páginas do seu site e a entender a relação entre elas.

Como configurar um sitemap

Um arquivo geralmente escrito no formato XML. Abaixo, apresento um exemplo simples de um deles em formato XML:

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<urlset xmlns="http://www.sitemaps.org/schemas/sitemap/0.9">
   <url>
      <loc>https://www.seusite.com.br/</loc>
      <lastmod>2023-03-23</lastmod>
      <changefreq>daily</changefreq>
      <priority>1.0</priority>
   </url>
   <url>
      <loc>https://www.seusite.com.br/blog</loc>
      <lastmod>2023-03-22</lastmod>
      <changefreq>weekly</changefreq>
      <priority>0.8</priority>
   </url>
</urlset>

Neste exemplo, temos duas URLs: a página inicial e a página do blog. Os argumentos <loc>, <lastmod>, <changefreq> e <priority> fornecem informações adicionais sobre cada URL, que serão explicadas a seguir.

Entendendo os argumentos de um sitemap

Vamos abordar o significado de cada argumento e como eles funcionam no arquivo:

  • <loc>: Este argumento indica a localização (URL) da página no seu site. É a informação mais básica e importante.
  • <lastmod>: Este argumento informa a data da última modificação da página. Isso ajuda os motores de busca a entender quando o conteúdo foi atualizado, o que pode servir para priorizar o rastreamento e a indexação.
  • <changefreq>: Este argumento informa a frequência com que a página é atualizada. Os valores possíveis são: “always”, “hourly”, “daily”, “weekly”, “monthly”, “yearly” e “never”. Isso ajuda os motores de busca a determinar a frequência ideal para rastrear e indexar determinada página.
  • <priority>: Este argumento indica a prioridade de uma página em relação às outras no seu site, em uma escala de 0,0 a 1,0. Isso ajuda os motores de busca a entender quais páginas são mais importantes e devem ser indexadas primeiro.

Função Lastmod

A função informa aos motores de busca a última vez que a página foi modificada. Isso é importante para o SEO, pois permite que os rastreadores priorizem a indexação de páginas atualizadas recentemente. Assim, as páginas com conteúdo fresco e relevante têm mais chances de alcançar posições mais altas nos resultados de busca.

Função Changefreq

A função ajuda os motores de busca a entender a frequência com que o conteúdo de uma página é atualizado. Isso afeta o SEO, pois os rastreadores podem ajustar a frequência de visitas às páginas, garantindo que as páginas com atualizações frequentes sejam indexadas de maneira mais rápida e eficiente, melhorando sua visibilidade nos resultados de busca.

Essa função merece uma atenção especial. O Google e outros buscadores tomam a liberdade de não seguir as instruções que constam neles. Isso pode ocorrer por várias razões, desde sites que mereciam estar no índice até sites que imploram sua permanência, mas não passam nos critérios do buscador. Entretanto, há outro motivo: caso você informe algo que não está entregando. É o caso da changefreq.

Em um sitemap tal função precisa ser constantemente validada. Caso se observe que ela não mantém atualizações naquela mesma frequência, o buscador toma a liberdade de adotar a frequência percebida como a frequência de rastreio. E todo o programa perde sentido. Então tenha certeza de colocar os valores certos nesse atributo.

Função Priority

A função indica aos motores de busca quais páginas do site são mais importantes. Ao atribuir prioridades diferentes às páginas, você ajuda os rastreadores a entenderem quais delas devem ser indexadas primeiro. Isso pode melhorar a visibilidade das páginas mais importantes nos resultados de busca, impactando positivamente o SEO do site.

Outro detalhe que vale ser mencionado na função priority é que múltiplos links podem ter a mesma prioridade. Ou seja, se o seu site for um site de notícias, toda notícia deve ter uma mesma prioridade (por exemplo, 0.5), enquanto breaking news e notícias ao vivo podem ter um valor ligeiramente mais alto (0.6). Eu gosto de trabalhar com números da sequência de Fibonacci, mas isso é só mania.

Como criar um sitemap manualmente

Para criar um arquivo desses manualmente, do zero, você precisará escrever um arquivo XML e, em seguida, publicá-lo no seu site. Siga as instruções abaixo:

  1. Abra um editor de texto: Use um editor de texto simples, como o Bloco de Notas (Windows) ou TextEdit (Mac), ou um editor de código especializado, como o Sublime Text ou Visual Studio Code.
  2. Crie um novo arquivo: Crie um novo arquivo no editor de texto e salve-o com a extensão “.xml”, por exemplo, “sitemap.xml”.
  3. Declare o XML e o namespace: Adicione a seguinte declaração de XML e namespace na primeira linha do arquivo: <?xml version=”1.0″ encoding=”UTF-8″?> <urlset xmlns=”http://www.sitemaps.org/schemas/sitemap/0.9″&gt;
  4. Adicione as URLs: Liste todas as páginas do seu site que você deseja incluir no arquivo. Para cada URL, adicione um bloco contendo as informações da URL e a data da última modificação.
  5. Repita o passo 4: Adicione um bloco para cada página do seu site que você deseja incluir.
  6. Feche a tag : No final do arquivo, adicione a tag de fechamento </urlset>.
  7. Salve o arquivo: Salve as alterações no arquivo “sitemap.xml”.
  8. Faça upload do arquivo: Faça upload do arquivo “sitemap.xml” para a raiz do seu site, usando um cliente FTP ou o gerenciador de arquivos do seu painel de controle de hospedagem.
  9. Verifique-o: Acesse o como ele ficou no navegador digitando “https://www.example.com/sitemap.xml&#8221; (substitua “example.com” pelo domínio do seu site). Verifique se o arquivo é exibido corretamente e se as URLs estão listadas conforme o esperado.
  10. Envie o arquivo aos mecanismos de pesquisa: Registre-se no Google Search Console e no Bing Webmaster Tools e envie seu sitemap para indexação. Isso ajudará os mecanismos de pesquisa a rastrear e indexar seu site de maneira mais eficiente.

Agora você criou e publicou um XML manualmente. Lembre-se de atualizá-lo sempre que adicionar, remover ou modificar páginas em seu site.

Como ver o sitemap de um site

Descobrir o sitemap de outro site é um ponto de partida importante para a análise de concorrência. E graças a tendência que a gente viu lá em cima, há um pulo do gato para encontrar essa fonte valiosa de informações.

Lembra que a maioria dos sites segue o padrão comum de publicá-lo no formato XML com o nome “sitemap.xml” na raiz do domínio? Pois bem! Você pode tentar acessar esse mapa do tesouro inserindo a URL seguida por “/sitemap.xml”. Por exemplo:

https://www.example.com/sitemap.xml

Substitua “example.com” pelo domínio do site que você deseja pesquisar. Vale ressaltar que nem todos os sites terão um ou seguirão esse padrão, mas é um bom ponto de partida para verificar se ele está disponível.

Se o sitemap estiver disponível e publicado corretamente, ele será exibido no navegador com a lista de URLs e outras informações relevantes, como a data da última modificação e a frequência de alteração. Bingo!

Se você não encontrar o sitemap usando esse método, pode ser que o site use um nome ou localização diferente para o arquivo, ou talvez não tenha um sitemap publicado. Aí é mais sorte na próxima vez.

Ferramentas geradoras de sitemaps

Existem diversas ferramentas – gratuitas e pagas – capazes de gerar esse arquivo caso você não queira criá-lo manualmente. Separamos dez ferramentas, entre plugins e sites, programas e softwares, capazes de fazer esse “hard work” para você. Eles são excelentes em caso de grandes volumes de URLs em um site, mas vale ter a habilidade de editá-lo caso você precise alterar algo manualmente.

  1. Slickplan: Uma ferramenta intuitiva que ajuda a criar sitemaps elegantes e profissionais, com funcionalidades de arrastar e soltar e personalização com cores e imagens. Também se integra ao Basecamp e possui um plugin para WordPress.
  2. Dynomapper: Ferramenta visual para desenvolver sitemaps interativos, com opções de personalização, arrastar e soltar, e monitoramento de URLs no Google Analytics.
  3. Writemaps: Oferece uma interface simples, personalização com cores, e permite mapear e coletar o conteúdo da página. Possui recursos de arquivamento e compartilhamento de sitemaps antigos.
  4. Mindnode: Ferramenta de mapeamento mental que pode ser usada para planejar projetos de maneira visual, incluindo sitemaps. Exporta versões em texto ou PDF.
  5. Rank Math SEO: Plugin gratuito para sites WordPress gera automaticamente sitemaps e é um pouco mais personalizável do que o Yoast, por permitir que as categorias de posts criados tornem-se abas no seu mapa de site. Porém, assim como o Yoast, não permite a implementação de argumentos lastmod, priority e changefreq.
  6. Screaming Frog: Aplicativo para desktop que gera sitemaps XML precisos, além de versões específicas para dispositivos móveis, imagem e vídeo. Funciona maravilhosamente bem até 500 URLs gratuitamente.
  7. XML-Sitemaps: Ferramenta que oferece um gerador de sitemap gratuito e uma versão paga com funcionalidades extras. Possui algumas ferramentas adicionais de SEO.
  8. Google XML Sitemaps: Plugin independente para WordPress que cria sitemaps dinâmicos de todos os tipos de páginas e inclui páginas personalizadas.
  9. Yoast SEO: Plugin de SEO conhecido para WordPress que cria sitemaps dinâmicos e oferece recursos extras de SEO na versão paga.
  10. XML Sitemap Generator: Opção para gerar sitemaps dentro do WordPress em formato XML, HTML e RSS. Altamente personalizável e possui opção de ping automático para atualizações de páginas ou postagens.

Relação entre sitemap, redação e copywriting

Agora que entendemos melhor o que é um sitemap e como ele funciona, vamos estabelecer algumas conexões com a redação e o copywriting para facilitar o entendimento.

Assim como um bom texto de blog deve ser bem organizado, com tópicos e subtópicos claros para facilitar a leitura, o sitemap também deve apresentar uma estrutura clara e organizada, para que os motores de busca possam entender facilmente a hierarquia das páginas do site.

Da mesma forma que, em um texto, é importante interligar conteúdos relacionados por meio de links internos, o sitemap também deve apresentar as relações entre as páginas do site, destacando a importância de cada uma delas através dos argumentos <priority> e <lastmodified>.

Conclusão

Dominar o mundo dos sitemaps pode parecer uma tarefa complicada à primeira vista, mas, como vimos, não é tão assustador quanto parece. Ao entender o funcionamento dos sitemaps e como aplicar os argumentos , e outros, você estará dando um passo importante para otimizar a visibilidade do seu site e garantir que ele seja facilmente encontrado pelos motores de busca.

Não se esqueça de estabelecer paralelos com a redação e o copywriting para simplificar o entendimento e aplicar as melhores práticas em todos os aspectos do seu site. Boa sorte e mãos à obra!