V VComInt Seu fornecedor de informações em SEO
Agora em Link Interno: como eles funcionam para o SEO Semântico

Link Interno: como eles funcionam para o SEO Semântico

A prática de criar link interno em um blog ou site atende a vários objetivos: desde captar a atenção dos seus leitores ou leads e acompanhar sua trajetória até a distribuição de métricas de autoridade dentro da página. Porém, a vantagem pouco utilizada dos links internos está na atribuição semântica das relações de conteúdo do seu domínio.

Achou complicado? Então acompanha pra passar a entender bem o que significa o uso correto do link interno e como ele impulsiona sua prática de SEO.

Quem precisa saber disso


Redatores SEO

Os redatores SEO precisam entender como os links internos para os artigos criados ajudam a construir as relações semânticas dos sites;

Analistas SEO On-Page

Na hora de validar um artigo ou página é necessário verificar a hierarquia dos links internos, para otimizar a Semântica da página;

Desenvolvedores

Entender a importância do link interno ajuda a posicionar elementos e aspectos relevantes da página da maneira correta

Como ler o conteúdo

Separamos o conteúdo mais informacional e topo de funil no começo: então se você não sabe sobre o que se trata um link interno, o fluxo do texto pode ajudar.

Se você é redator, te recomendo ler as dicas no “como acrescentar links internos no meu conteúdo”. São dicas bem práticas que eu busco adotar nos meus textos.

E caso você precise de uma ferramenta para monitorar seus links internos, te recomendo a planilha ao final do conteúdo.

Link Interno é todo aquele elemento em uma página que leva para uma página distinta dentro de um mesmo domínio. Ele varia desde o ícone no topo da página que leva à home até um texto âncora bem posicionado.

Sua estrutura dentro dos elementos HTML ajuda os crawlers a entenderem o contexto do seu site. E, consequentemente, direcionar melhor o conteúdo.

O link interno pode ser classificado de acordo com sua posição na página ou com relação às suas intenções navegacionais. Assim, temos:

  • Posição na página:
    • Estrutural
    • Conteúdo
  • Intenção Navegacional:
    • Relacional
    • Aprofundamento
    • Navegacional
Dois tipos de link interno: o de posição na página e o de intenção navegacional

Esse tipo de link é classificado em onde ele se encontra: se em um elemento estrutural da página ou se dentro do conteúdo. Em uma linguagem HTML, seria como classificá-lo dentro de um elemento <nav> ou <header> ou dentro de um elemento <main>, <article> ou <section>.

Essa diferença é percebida pelos buscadores pois os valores semânticos são diferentes. Perceba que não é atoa que SaaS como Yoast e RankMath indicam a criação de menus e possuem estruturas próprias para isso. Ao mesmo tempo, você nunca estranhou que, apesar do seu menu ter link para outros artigos, isso nunca deixa a “bolinha verde” do link interno?

O link interno estrutural é um tipo de link que estará em menus, barras de navegação ou widgets de “posts similares”. Esse tipo de link, aninhado em uma estrutura maior, é entendido como um link estrutural para que o usuário navegue com mais habilidade. É o princípio do Breadcrumb.

Esse link irá incentivar seus valores de UX junto ao Google, assim como facilitar para o seu leitor navegar no seu site. Por fim, ele possui um último benefício: por ser normalmente localizado na header do site ou no elemento nav, você terá novos links para as páginas principais do seu site sendo criadas a cada artigo de blog.

Já no conteúdo estamos falando dos links dentro do texto. Esses links são os que normalmente os softwares pontuam. Eles contextualizam termos e ajudam seu lead ou leitor a navegar sobre outras áreas de expertise do seu site. Aqui ele é informativo ou um CTA de vendas.

O link interno de conteúdo tem importância semântica redobrada graças ao texto âncora, que ajuda a situar as relações entre as entidades das suas páginas. Para isso, vale ler nosso texto sobre texto âncora e entender como os links passam valor semântico.

Essa outra forma de classificar os links internos está mais relacionada à intenção do usuário, e irá comportar mais elementos de design do que as anteriores. Enquanto uma classificação de posição permite vislumbrar mais dos valores semânticos para os bots, a classificação de intenção permite pensar novas disposições de elementos para os usuários.

Relacional

Aqui falamos de conteúdos relacionados. Eles costumam estar dispostos como “conteúdos similares”, “você também vai gostar de” ou “quem leu isso também se interessou por” e assim por diante.

Esses elementos costumam ter um destaque maior e estar associados ao conteúdo da página. Posições comuns são:

  1. Entremeando o texto;
  2. Ao lado do conteúdo;
  3. Ao final do conteúdo.

Aprofundamento

Esses links levam para mais fundo no funil de vendas. Eles estarão em textos âncora de palavras-chave long tail ou acompanhados de frases como “Agora você está pronto para saber sobre” ou “saiba mais”. Os de aprofundamento costumam pedir uma força de copywriters e usar de gatilhos mentais para conseguir a conversão.

Convencionou-se colocar os links internos navegacionais de um site em dois lugares clássicos: na header do site e na footer. Normalmente, em cima, temos os links para páginas de contato, páginas mais amplas da taxonomia e relações de serviços ou produtos. Já na footer, dados de contato, “quem somos”, contratação e reclamações e endereços.

Olhar para os links internos navegacionais ajuda a entender como sua empresa ou site irá aparecer para o Google, permitindo maior visibilidade e contato com os clientes.

O link interno é um grande auxiliar do SEO Semântico. Isso porque o Google olha para cada domínio como um universo particular, e cada universo possui suas estrelas e planetas orbitando. Para que ele – o Google – entenda quem é quem, o volume de links internos e a qualidade das âncoras de texto são fundamentais.

O volume de links internos é o que torna links internos navegacionais tão importantes para dar a estrutura do seu site. Eles funcionam pois, a cada nova página criada em que se repete o bloco <header>, todos os links que estavam configurados para lá aparecem. Assim, eles ajudam a criar a hierarquia do seu site, como em uma taxonomia.

Já a qualidade das âncoras de texto irá criar as relações internas entre os conteúdos. Na análise semântica, chamamos de axiais. Um axial de relação significa que o conteúdo A possui uma relação com o conteúdo B. O link interno irá então realçar essa relação, fazendo com que o Google entenda melhor que a entidade A e a B estão ligadas.

Qual o impacto disso para o seu trabalho?

Entender a relação entre entidades é o que permite ao Google entregar um resultado superior aos demais buscadores. O começo dessa busca foi por ser o primeiro mecanismo a buscar os backlinks com métrica de autoridade. Hoje, as relações semânticas ajudam não só a conquistar as SERP, mas também a aumentar o escopo da audiência do seu site.

Digamos que eu esteja tentando lembrar o nome do tio do Simba, personagem de Rei Leão, para uma trivia. Minha busca pareceria algo como “qual o nome do tio do Simba”. O site que me aparece se chama “Disney Wiki: a Wiki de Rei Leão“. Nela, temos um cartão de informações com o grau de parentesco e o link interno para o artigo de cada membro da família real em cada perfil de personagem.

Esses links reforçam o que os dados estruturados dizem: que Simba e Scar possuem uma relação de parentesco. Assim, tanto minha página sobre Scar quanto minha página sobre Simba podem aparecer como resultado da busca.

Esse exemplo de uma situação real é um dos benefícios de uma boa estrutura de link interno. Listamos algumas outras que ocorrem pelo mesmo motivo:

  • Conteúdo rankeia para mais palavras-chave;
  • Você posiciona melhor para long-tail;
  • Aumenta sua ocupação de SERP Features;
  • Consolida autoridade.

Na hora da redação, não é fácil saber como acrescentar os links internos de modo que eles soem naturais. Para isso uma boa estrutura taxonômica do seu site e do seu conteúdo ajudam imensamente. Porém, mesmo que você não disponha disso, há algumas fórmulas que podem ser úteis:

Conteúdos topo de funil

Para esses conteúdos, que sempre possuem uma definição de entidade, vale localizar a entidade dentro de uma taxonomia. Assim, se faça a seguinte pergunta: essa entidade sobre a qual estou escrevendo é uma… o que?

Um exemplo: se estou escrevendo sobre Simba, do filme Rei Leão, posso dizer que Simba é um Leão, mas também é um príncipe das terras do Reino. Assim, dois conteúdos que posso fazer link interno são Terras do Reino e Leão (caso eu possua um artigo ou página de categoria sobre Leões no site em questão).

Outro conteúdo que sempre funciona para link interno de topo de funil é descer o funil um degrau. Assim, se meu site é sobre “Fundos de Investimento Imobiliário” e o meu artigo é sobre Fundos de Papel, vale fazer alguns links transversais para CRIs, CDI ou IPCA, todos tópicos que influenciam diretamente o funcionamento dos Fundos de Papel.

Conteúdos meio de funil

Para esse tipo de conteúdo, os conteúdos transversais vão ganhar ainda mais força. Aqui o leitor precisa ganhar confiança e o site, consolidar seus conhecimentos na área. Links internos que apontem para conceitos transversais ajudam muito.

Outra forma de trabalhar é através de produtos ou saberes da mesma categoria. Em uma loja de tênis, um artigo sobre “tênis adidas” pode criar links internos para “tênis nike” e “tênis olympikus” dentro de H2 ou H3 de comparação, por exemplo, “Tenis Nike x Tenis Adidas”.

Conteúdo fundo de funil

Aqui os conteúdos geralmente terão links internos voltados para venda e atrelados via algum CTA. Nesse sentido o valor semântico é diminuído, por isso, uma alternativa saudável de link interno é voltar um degrau acima. Nesse caso, para conteúdos meio de funil.

Remeter às categorias ascendentes da sua taxonomia e indicar conceitos igualmente fundo de funil ajudam bastante. Assim, se você cria um artigo “Como cuidar da lombada de um livro capa dura”, algo extremamente específico que pode ser um conteúdo mais aprofundado do que “cuidados com lombadas”, vale remeter ao artigo anterior. Um texto como “um detalhe do cuidado com lombadas, no caso dos livros de capa dura, é…”.

Apesar de serem uma ferramenta poderosa, os links internos também são um ponto de atenção. Se proliferam fácil em blogs crescentes e como dão muito contexto ao Google, precisam ser tratados com cuidado. Alguns aspectos que precisam ser monitorados quanto aos links internos são:

  • Volume que cada página recebe:
    Você não quer um artigo de importância intermediária recebendo a maior parte do volume do seu link juice;
  • Links quebrados:
    Caso você mude uma URL dentro de um site, todos os links – externos e internos – para ela se perdem. E isso penaliza seu domínio como um todo;
  • Forma do link:
    Evite exagerar em formatos distintos. Não concentre em links internos de conteúdo nem crie navegacionais demais para não se perder.
  • Links estratégicos:
    A escolha do link interno não pode ser somente semântica. Batemos nessa tecla pois a comunidade se esquece dessa importância. Mas focar links em páginas de conversão é um bom caminho para você avançar.

Muitos softwares – pagos e gratuitos – possuem suas planilhas de acompanhamento de links internos. Elas podem ser mais ou menos bonitas, mas queria deixar aqui um exemplo de planilha que você pode adotar no seu dia a dia e que te ajuda a mapear as relações de links internos em cada URL do seu domínio.

Link interno é qualquer tag <a> que aponte para outro URL dentro do mesmo domínio de origem
Muitas vezes basta copiar o link para onde você quer apontar e inseri-lo em uma imagem ou trecho de texto. Você também pode acrescentar um link interno através da tag HTML <a>
O link interno te permite mapear a experiência de usuário e o fluxo do mesmo, além de garantir contexto semântico para o buscador